Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 16/11/2021

De acordo com o pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos são iguais e merecem ser tratados da mesma maneira. Entretanto, essa teoria é contraposta devido a desigualdade designada a indivíduos que possuem deficiência física ou mental. Nesse viés, é notório que o capacitismo se expande para as escolas brasileiras e necessita de uma análise das causas, tais quais como a negligência governamental e a estigmatização dos deficientes.

A principio, é válido salientar que o despreparo do Governo Federal não favorece a inclusão no Brasil. A Constituição Federal afirma o dever estatal em promover a participação igualitária de indivíduos excluídos da sociedade. No entanto, a ausência de políticas públicas e as más condições infraestruturais nas escolas evidenciam a falha do Estado no cumprimento da lei. Desse modo, o órgão estatal desvaloriza a importância da inclusão, pois não oferece estrutura adequada às pessoas com necessidade especiais, consequentemente, as formas de exclusão como o capacitismo permanecem no cenário escolar brasileiro.

Ademais, cabe destacar que o estigma relacionado aos deficientes corrobora para o nefasto capacitismo nas escolas. Nessa perspectiva, difere-se que a problemática constitui-se do preconceito evidente na sociedade, que exclui o deficiente do meio social por acreditar que o mesmo é incapaz de realizar atividades comuns e viver em sociedade. Tal problema é advindo de um sistema educacional desatualizado e defeituoso, o qual não ensina a respeito da igualdade entre todos os seres humanos, assim, o infortuno ensino brasileiro dificulta o combate ao capacitismo. Sendo assim, conclui-se que a negligencia governamental e educacional contribuem em consonância para o contratempo capacitista.

Destarte, tendo como objetivo eliminar esse entrave nas escolas, o Ministério da Educação deve alterar o modelo de ensino, portanto, ensinar sobre o tema da inclusão e das deficiências físicas e mentais, além de dispor estrutura adequada para a participação escolar de estudantes com necessidades especiais, por intermédio de políticas públicas. Dessa forma, o pensamento de São Tomás de Aquino será concretizado na sociedade estudantil brasileira.