Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/11/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à bem-estar no mundo. No entanto, a falta de empatia existente no Brasil impede que uma parcela da população usufrua desse direito internacional tão importante. Nesse sentido, é necessário apontar quais fatores favorecem à falta de empatia existente no país.
Mormente, é imperativo apontar como o consumismo existente tende a afetar a empatia entre à população. Sendo assim, o capitalismo implantado no país afeta indiretamente a existência da empatia, visto que a brusca diferença de classes sociais existentes, tende a passar à elite, um sentimento de superioridade em relação as classes mais pobres, dessa forma, contribuindo para egocentrismo e consequentemente a falta de empatia. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, no século XIX, ‘‘A história da sociedade é a história da luta de classes’’, deixando claro a brusca diferença de classes na sociedade desde a antiguidade.
Ademais, é fundamental apontar o sensacionalismo da mídia como impulsionador da falta de empatia no Brasil. Diante disso, a exposição em excesso dos cidadãos em situação de rua na mídia, tende a banalizar a situação em que eles vivem, tornando raro os casos de empatia com os moradores de rua pela população. Tal afirmação pode ser comprovada diante à o recente relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que afirma que a quantidade de moradores em situação de rua que não conseguem conseguir uma fonte de renda, ultrapassa os 200 mil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar no país.
Depreende-se, portanto, da necessidade da reformulação desse cenário existente no Brasil. Para isso, é necessário que a mídia, por meio de reportagens e artigos, mostre a importância da empatia na sociedade brasileira e divulgue aplamente os benefícios mútuos que tal ação trás para a sociedade, para dessa forma, se consolidar uma sociedade justa, em que os cidadãos exerçam o direito de bem-estar, tal como afirma a ONU.