Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 21/01/2022

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações, não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do capacitismo no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o silênciamento, bem como à lacuna de representividade.

Convém ressaltar, a princípio, que o silenciamento é um fator determinante para a persistência do problema. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se um vazio no que se refere ao debate em torno do preconceito aos cidadãos com deficiência no país.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de representatividade. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão à uma borboleta que tenta ser Mariposa por estar rodeadas delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão da escassez de deficientes em papéis importantes é fortemente impactada pelo vácuo de representatividade presente no problema, que não está sendo encarnada pelas autoridades, sejam governamentais, sejam midiáticas. Dessa forma, o tema não recebe a atenção devida, o que acaba por dificultar a atuação sobre ele.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para solucionar tais entraves, as escolas, em parcerias com mídias de grande acesso, devem promover o debate de obras literárias e filmes que abordem o capacitismo. Tais discussões ocorrerão no próprio ambiente escolar, para todos os alunos, com intermédio dos professores. Além disso, tais momentos podem ser gravados e divulgados nas mídias sociais, para que outras pessoas possam refletir sobre a problemática. Assim, por meio dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.