Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 16/02/2022

O capacitismo está presente em nossa sociedade há muito tempo. Por não possuírem o mesmo ritmo, enquanto éramos nômades, e até mesmo por não terem o corpo perfeito exigido pelos gregos, desde os tempos antigos, os deficientes físicos são descartados e considerados incapazes e inferiores. Atualmente, seguem sendo reduzidos à sua própria deficiência e, diariamente, enfrentam dificuldades para sua vivência. Considerando isso, cabe a nós refletirmos sobre a importância do combate a esse preconceito, que os remete a um sentimento de incapacidade e, além disso, favorece sua exclusão.

É fato que, na sociedade brasileira, existem inúmeros preconceitos, e, lastimavelmente, o capacitismo é um deles. A prática desse julgamento faz com que os deficientes se sintam cada vez mais desimportantes, em meio a uma realidade que não oferece condições adequadas para viverem, o que favorece ainda mais a problemática. Segundo a escritora Lau Patron, “temos que mudar o ponto de vista, entender que o mundo é deficiente e descapacita corpos humanos que não se encaixam nos seus limites, pequenos, apertados e prepotentes demais”.

Em adição, é comum nos depararmos com a falta de acesso a esses deficientes, o que dificulta sua participação na sociedade e torna, cada vez mais nítido, que a lei brasileira sobre inclusão não se aplica de forma efetiva, deixando de oferecer ao deficiente a acessibilidade à saúde, educação e ao transporte. Tal prática dificulta sua inserção no ensino, no mercado de trabalho e dificulta sua participação social. É inadmissível aceitar tal comportamento e imprescindível a resolução da questão.

Diante do exposto, para que o capacitismo possa ser superado no Brasil, é dever do poder público assegurar os direitos dos deficientes, através de adaptações, para que possam ter acesso à questões básicas, adaptando escolas e empresas, por meio de treinamento para os funcionários, sobre como lidar com os deficientes de maneira correta e respeitosa. Além disso, cabe ao Governo Federal promover uma campanha por meio de debates entre os profissionais específicos que conscientize a população sobre a importância da erradicação do problema. Espera-se, com isso, promover uma melhora no que tange à questão do capacitismo.