Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/03/2022

O capacitismo está presente em nossa sociedade há muito tempo. Por não possuírem o mesmo ritmo, enquanto éramos nômades, e até mesmo por não terem o corpo perfeito exigido pelos gregos, desde os tempos antigos, os deficientes físicos são descartados e considerados inferiores. Atualmente, seguem sendo deixados de lado, esquecidos pelo Estado e, diariamente, enfrentam dificuldades para sua vivência e, também, convivência. Considerando isso, cabe a nós refletirmos sobre a importância do combate a esse preconceito, que os remete a um sentimento de incapacidade, e, além disso, favorece sua exclusão.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, na sociedade brasileira, estão presentes inúmeros preconceitos, e, lastimavelmente, o capacitismo é um deles. A prática desse julgamento faz com que os deficientes se sintam cada vez mais desimportantes, em meio a uma realidade que não oferece condições adequadas para viverem, o que favorece ainda mais a problemática. Segundo a escritora Lau Patron, “Temos que mudar o ponto de vista, entender que o mundo é deficiente e descapacita corpos humanos que não se encaixam nos seus limites, pequenos, apertados e prepotentes demais”.

Em adição, é comum nos depararmos com a falta de acesso a esses deficientes, o que dificulta sua participação na sociedade e torna, cada vez mais nítido, que a lei brasileira sobre inclusão não se aplica de forma efetiva, deixando de oferecer ao deficiente a acessibilidade à saúde, educação e ao transporte. Tal prática dificulta sua inserção no ensino, no mercado de trabalho e sua participação social. É inadmissível aceitar tal comportamento e imprescindível a resolução da questão.

Diante do exposto, para que o problema possa ser superado no Brasil, é dever do poder público assegurar os direitos dos deficientes, através de adequações, para que possam ter acesso à questões básicas, adaptando escolas e empresas, por meio de treinamento de funcionários, sobre como lidar com os deficientes de maneira correta e respeitosa. Além disso, cabe ao governo federal promover uma campanha, por meio de debates entre os profissionais específicos, que conscientize a população sobre a importância da erradicação do problema. Espera-se, com isso, promover uma melhora no que tange à questão do capacitismo.