Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 15/03/2022

No filme “Meu nome é rádio”, narra-se o drama de um jovem com deficiência intelectual e um treinador de futebol que tenta ajudá-lo passando a potegê-lo depois que alguns jovens da equipe fazem “brincadeiras” de péssimo gosto com ele. Analogamente, no hodierno cenário brasileiro, pode-se perceber que a questão do combate ao capacitismo é extremamente problemática. Isso decorre não apenas da construção social, mas também da negligência governamental.

Primeiramente, convém analisar a construção social, sendo umas das principais causas catalisadoras no combate ao capacitismo. Isso ocorre pois desde a antiguidade as pessoas com deficiência eram tratadas como pessoas anormais que quando descobertos era obrigatório sacrificá-los. Sob esse viés, na antiguidade clássica existia um grupo chamado de periecos, formado por indivíduos com alguma deficiência, condenados a viver em um lugar no meio do campo para que pudessem preservar suas vidas. Nesse sentido, conforme foi passando o tempo esse preconceito foi diminuindo, mas não erradicado. Logo, é essencial que medidas sejam criadas e tomadas para a desconstrução de uma cultura prejudicial a sociedade.

Ademais, é imporante pontuar a negligência governamental relacionado a essa problemática. Isso porque mesmo que tenha leis que amparam os deficientes, essas leis são ignoradas e banalizadas pela grande maioria dos estabelecimentos, isso permanece existindo pela falta de fiscalização que o governo não faz questão de exercer. De acordo com a constituiçaõ, é dever do estado assegurar as pessoas com deficiência e eficácia de seus direitos referente à vida. Por conseguinte, uma vez que o governo começar a cumpir com o seu papel, todo começaram a possuir uma vida digna e com os seus direitos em dia.

Fica evidente, dessa forma, que medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. A fim de modificar tal realidade, urge que a Mídia e o Governo federal -órgão responsável por criar e apoiar a execução das políticas- ampliem as fiscalizações e campanhas educacionais, por meio de projetos de leis que potencializem a inclusão dessas pessoas. Assim, garantindo a eficácia de seus direitos e a integridade física e moral das pessoas com deficiência.