Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 20/03/2022

Durante o período da Grécia Antiga, especialmente em Esparta, os indivíduos que possuíam alguma deficiência eram excluídos do círculo social devido à concepção de que eram incapazes de realizar atividades sociais e militares. Do fato ao contexto hodierno, no Brasil, há um grande problema que ainda envolve as pessoas desse grupo: o capacitismo. Nesse sentido, apesar de haver persistência dessa prática preconceituosa que gera problemas psicossociais, esses cidadãos conseguem produzir até mais do que os outros realizam e os estereótipos pregam.

Sob essa ótica, é de importância capital acentuar que o estigma sobre as pessoas com deficiência é prejudicial. Por exemplo, o filme “Como eu era antes de você”, lançado em 2016, que demonstra a realidade de um indivíduo tetraplégico frente à sociedade, o qual antes do seu acidente era tratado de modo exemplar e, após o ocorrido, como alguém incapaz de realizar tarefas básicas, fato que afetou o psicológico da personagem. Nesse contexto, a produção revela que essas reações e tratamentos capacitistas são capazes de alterar a noção de mundo do receptor desses discursos preconceituosos e gerar problemas, como a depressão.

Contudo, o capacitismo empregado por grupos da sociedade é infundado e totalmente improcedente. O Stephen Hawking, a título de exemplo, tinha uma doença genética degenerativa, o que não o impediu de se tornar um dos físicos mais brilhantes do seu século, com seus estudos e contribuições aos assuntos cosmológicos sobre buracos negros. A partir dessa perspectiva, torna-se evidente que deficiências não são barreiras cognitivas e que a discriminação aplicada sobre essa parcela social é um crime que tenta hierarquizar as pessoas.

Portanto, medidas devem ser tomadas de modo a solucionar esse impasse. Para tanto, o Ministério da Justiça deve, por meio de recursos do Tribunal de Contas da União, promover propagandas que informem a população sobre o assunto e a problemática atrelada à prática do capacitismo, para que ela tome consciência sobre a realidade desse grupo social e atitudes contra esse fato. Assim, providenciar-se-á uma sociedade mais acolhedora para as pessoas deficientes e reduzirá a discriminação, o que irá proporcionar uma maior qualidade de vida.