Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/03/2022

De acordo com o “Contrato Social”, do filósofo John Locke, o Estado tem a função de organizar a sociedade de forma favorável a todos. Porém, é evidente que essa missão não é cumprida no cenário brasileiro, uma vez que a parcela da população que possui deficiência sofre com o capacitismo e não usufrui das mesmas oportunidades que os demais integrantes do grupo social. Esses, em desvantagem, são inferiorizados devido à discriminação e falta de acessibilidade nos ambientes de trabalho e de aprendizado.

Em primeira análise, segundo o Instituto Braileiro de Geografia e Estatística, dos 45 milhões de habitantes deficientes, menos de 1% está inserido no Mercado de Trabalho.Tal fato exemplifica a exclusão que assombra esses indivíduos e acarreta consigo diversos problemas, como: a dificuldade de proporcioná-los independência financeira, visto que os empregadores dão preferência àqueles não possuintes de condições limitantes. Dessa forma, essa rejeição é proveniente do preconceito que é projetado nas pessoas com deficiência.

Além disso, a população especial tem de lidar com os empecilhos causados pela acessibilidade precária nas escolas públicas. Embora a maioria delas apresente estrutura arquitetônica favorável aos cadeirantes, como diz o Ministério da Educação, ainda não foram incorporados pilares fundamentais ao aprendizado como: intérpretes de libras para os estudantes surdos, nem livros em braille para os cegos. Assim, cria-se uma barreira intelectual que impede a inserção dos deficientes no mundo acadêmico das salas de aula.

Portanto, para tornar possível o combate ao capacitismo no Brasil, é preciso vencer o desafios discriminatórios no meio profissional, que devem ser solucionados pelo Ministério do Trabalho, por meio da abertura de mais vagas de emprego para o público especial, para promover a inclusão social. Quanto à questão da acessibilidade, cabe ao Ministério da Educação providenciar materiais e infraestrutura adequadas para atender às necessidades do alunos com deficiência, de modo que possibilite a absorção do saber nos centros educativos, afinal, consta na Constituição Brasileira de 1988 que o acesso à educação é um direito de todos os cidadãos.