Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/06/2022
Na série “Vikings”, é explicitado o sofrimento que Ivar sofria, quando mais novo, por não possuir ossos, fazendo com que as crianças não quisessem brincar com ele. Infelizmente, análogo à ficção, muitos brasileiros passam por dificuldades para tentar combater o capacitismo, o que ocasiona uma objeção na inserção desses indivíduos. Dessa forma, a indiferença social e a apatia governamental são os responsáveis pela inércia desse cenário flagelado.
Convém ressaltar, a princípio, que o sentimento de impotência carregado pela malha social gera certas segregações. Nesse viés, segundo o filósofo prussiano Kant, o indivíduo deve agir com base nas ações as quais gostaria de ver aplicadas como lei universal. Todavia, há uma ruptura no pensamento do filósofo, visto que, atos como desdenhar de alguém por suas limitações ainda é vivenciado, assim como a associação de deficiência com incapacidade. Sendo assim, enquanto não houver punições para aqueles que usam das circunstâncias físicas de alguém com intuito de disseminar antipatia, a luta pela igualdade estará cada vez mais distante.
Outrossim, a máquina pública ainda falha na tentativa de erradicação do capacitismo. Nesse sentido, segundo a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei e o poder público tem o dever de garantir esse direito. Não obstante, a falta de rigidez do Estado é um pretexto para as aumento nas atitudes que menosprezam os portadores de deformidades. Destarte, é inaceitável que em um País que se consagra desenvolvido, o sistema político seja conivente com a proliferação do rebaixamento aos deficientes.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, as Secretarias Municipais de cada cidade devem propor o incentivo a denúncias de casos de capacitismo, por meio de canais de digitais, com a finalidade de aplicação da Lei 7.853 para aqueles que cometerem tais atos. Ademais, campanhas publicitárias que mostrem o trabalho de pessoas deficientes, a fim de romper com os estigmas preconceituosos. Somente após essas atitudes, será possível evitar situações como em “Vikings”.