Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/05/2022

Erroneamente, é perceptível que nas maiorias das vezes os vilões e os antagonistas são retratados como deficientes ou não seguem o padrão de beleza imposto pela sociedade. Lastimavelmente, essa ação influência no aumento do preconceito. A fim de mitigar os males presentes nessa temática, é preciso analisar a falta de in-fraestrutura necessária no país e o estigma associado, o que dificulta a inclusão desses indivíduos na agremiação brasileira.

Primordialmente, é válido salientar o conceito de Teoria da Justiça do sociólogo John Rawls, onde ele afirma que é dever do Estado garantir que todas as necessida-des dos indivíduos sejam tratadas iguais. O que infelizmente não é perceptível no Brasil, visto que não há ensino de qualidade para surdos e cegos, ausência de es-truturas na esfera pública, o que causa transtornos na locomoção e em diversos outros aspectos da vida desses sujeitos. A afirmação da teoria de Rawls, pode ser comprovada por meio dos dados apresentados pelo Jornal Tempo, aonde foi mos-trado que apenas 0,51% do orçamento para saúde é utilizado para prestar assis-tência aos portadores de deficiência.

Outrossim, é necessário analisar o estigma definido pelo filósofo Erving Gollfman, onde o indivíduo está inapto a aceitação social plena. Esse ato desumano está as-sociado às artes como foi dito anteriormente, por exemplo a Úrsula e o Coringa, que por serem declarados como vilões são caracterizados com aspectos que são inaceitáveis pela sociedade, como o físico e o transtorno mental, que é associado a loucura. Enquanto isso os heróis são ditos como totalmente de acordo com os pa-pdrões impostos. Essa situação, juntamente com a citada acima, dificulta a inclusão e a redução do preconceito, uma vez que esses sujeitos são vistos como incapazes de trabalhar ou de manter um relacionamento e entre várias outras questões.

Urge-se então a redução do capacitismo no Brasil. Cabe ao Ministério da Cidade, na função inclusiva, a criação de infraestrutura por meio de planos e ao Ministério da Comunicação, por meio obras, reduzir drasticamente a visão e os estigmas da po-pulação acerca daqueles que portam deficiência, a fim de garantir que as necessi-dades sejam atendidas e as diferenças aceitas. E que dessa forma não haja a manutenção de uma sociedade excludente no país.