Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/06/2022
Apesar da evolução social e científica alcançada na atualidade, a presença do capacitismo sofrido por pessoas com deficiência (PCD) ainda se apresenta como um entrave no Brasil. Baseado nisso, é evidente que os desafios desse impasse entejam vinculados a falta de inclusão desde a infância e a negligência estatal em promover conhecimento sobre o assunto.
Inicialmente, cabe discutir como a falta de inclusão coopera para ocorrência do capacitismo. Sob essa ótica, a filósofa Hannah Arendt afirma que a diversidade é inerente a condição humana, de modo que os indivíduos deveriam estar habituados com o diferente. No entanto, no que diz respeito à PCD, a exclusão social ocorre desde a infância, devido as unidades escolares criarem salas separadas para essas crianças e por não haver a adaptação necessária para que os momentos recreativos promovam a integração entre crianças típicas e as com algum tipo de deficiência. Assim, a falta de convívio contínuo faz com que o as violências se iniciem nessa fase e se estendam na vida adulta.
Outrossim, o Estado coopera para preconceito e despreparo da nação. Sob esse aspecto, de acordo com a antropóloga Lilia Schwarcz há a prática de uma política de eufemismos no Brasil, fazendo com que certas questões sejam suavizadas e não recebam a visibilidade necessária. De maneira análoga, é benéfico ao Estado não promover a disseminação do conhecimento sobre os diferentes tipos deficiência para toda a população, pois assim não há cobranças a respeito de medidas que visem promover a acessibilidade, inclusão e o respeito. Dessa forma, o corpo social, por falta de informação, promove violências as PCD e o Estado não é cobrado para mudar o atual cenário.
Portanto, medidas são necessárias para transformar o panorama nacional. Cabe ao Ministério da Educação investir na contratação de mais professores por sala e promover o treinamento para que eles saibam atender as demandas de crianças típicas e as com deficiência em um mesmo espaço físico. Além disso, as unidades escolares devem promover palestras para pais para informar sobre os diferentes tipos de deficiências e suas demandas. Assim, com inclusão e conhecimento, o capacistimo deixará de ser realidade no Brasil.