Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/06/2022

Foi relatado durante o período do Regime Nazista, doutrinação alemã excludente fortemente disseminada na década de 40, o assassinato em massa e a esterilização de milhares de pessoas com deficiência. Sabe-se que no Brasil mais de 17 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, recebendo o nome de PcD. Contudo, mesmo com a repugnância sofrida historicamente, o território nacional ainda não garante acessibilidade adequada às pessoas necessitadas, além de trabalhar na exclusão dos mesmos na sociedade por meio do capacitismo.

Nessa perspectiva, é relevante ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante a educação como direito de todos e dever do Estado. De modo incoerente ao que foi garantido, a grande maioria das instituições brasileiras de ensino não possuem uma educação básica acessível que tenha os parâmetros ideais de tolerância nesses ambientes. Tal realidade é responsável para que a ascensão de pessoas com deficiência seja limitante.

Paralelo a isso, o cenário hodierno imposto pela mídia social estabelece um padrão corporal considerado ideal ou aceitável, resultando na desaprovação daqueles que não estão aptos a atingi-lo. Nesse sentido, reforça-se a desconformidade enquanto sociedade com os portadores de necessidades, indo contra o conceito de equidade que antes partira do filósofo Aristóteles, o qual relacionava diretamente com a virtude da justiça.

Portanto, torna-se imprescindível a participação do Ministério da Educação, responsável por garantir uma educação de qualidade e gratuita, através da elaboração de leis e também da disponibilização de materiais que assegurem a conformidade das PcD com a educação. Além disso, cabe à indústria midiática a quebra do padrão estabelecido através das redes sociais, por meio da divulgação de ideias e demais publicações condizentes com a realidade, a fim de se promover a aceitação e a autoestima necessária para a segurança de uma participação ativa na sociedade. Dessa forma se torna seguro que preceitos repulsivos do período nazista, responsáveis pelo martírio de pessoas com deficiência, sejam incapazes de se repetir, assegurando o pensamento de Albert Einstein, “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos”.