Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2022
A obra de Gilberto Dimenstein “Cidadão de Papel”, aponta para os direitos garantidos aos cidadãos que ficam somente no papel, longe de serem praticados. Tal fato se relaciona ao tratamento de pessoas com deficiência no Brasil, muitas vezes incapazes de exercerem seus direitos, em razão do ainda presente preconceito. Isso decorre da falta de conhecimento da população acerca de como tratar indivíduos que apresentam alguma deficiência, e da falta de investimentos do Estado em programas de inclusão.
Sob esse viés, é fundamental reconhecer na sociedade brasileira a ignorância que ainda persiste, com o entendimento sobre pessoas deficientes escasso, e não incentivado o suficiente. É notória a falta de incentivos que colaboram para aprimorar o conhecimento acerca de como tratar corretamente pessoas com alguma limitação, seja ela cognitiva ou motora, o que age diretamente no aumento do preconceito.
Ademais, a falta de recursos do Estado direcionados à inclusão de pessoas deficientes torna-se clara, descumprindo o artigo nº 5 da Magna Carta de 1988, o qual garante direitos iguais a todos os cidadãos. Tal fato prejudica a participação de tais indivíduos em muitos eventos e atividades, além de prejudicar suas chances dentro do mercado de trabalho, o que contribui para a exclusão desse grupo na sociedade, alimentando o preconceito.
Diante desse contexto, põe-se visível o preconceito e a falta de oportunidades para pessoas com deficiências no Brasil, cabendo ao MEC, juntamente ao Ministério da Saúde, por intermédio dos meios de comunicação e das instituições de ensino, educar a população acerca da inclusão, e desenvolver programas que disponibilizem empregos e oportunidades para tal porção da sociedade. A fim de, portanto, diminuir a intolerância e incluir todos os indivíduos no mercado de trabalho e na sociedade, evitando assim que hajam “cidadãos de papel”.