Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 13/07/2022

‘‘A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos’’. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de se manter os direitos na sociedade. Entretanto, no que diz respeito aos desafios para combater o capacitismo no Brasil verifica-se uma falha na manutenção dos direitos das pessoas portadoras de deficiência devido à mentalidade social e ao silenciamento midiático.

Então, em primeira análise, deve-se pontuar que o pensamento social de cada indivíduo na sociedade é um fato de grande impacto na questão. Nesse sentido, conforme o sociólogo Émile Durkheim, “a individualidade das pessoas é formada pela sociedade”. Sob essa ótica, tal concepção é verídica no que concerne ao enfretamento da questão do capacistimo no Brasil, visto que a mentalidade individualista do homem, estruturada pela própia sociedade, é enraizada no preconceito, o que contribui diretamente para a exclusão de pessoas deficientes nos espaços públicos. Logo, impossibilita que a acessibilidade seja democrática e a diversidade contemplada.

Além disso, é coerente apontar que o silenciamento da mídia interfere decisivamente na consolidação do problema. Dessa forma, segundo a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, “é preciso tirar os problemas sociais da invisibildade para encontrar soluções”. Sob esse viés, tal perspectiva é coerente no que se refere aos desafios para combater o capacistimo no Brasil, haja vista que os veículos de mídia falham em promover um conhecimento acerca das dificuldades enfrentadas pelos deficientes na sociedade e suas vivências como classe social, o que impossiblita o debate e a busca por soluções. Nesse contexto, torna-se evidente que ocorra uma mudança de atitude por parte da mídia.

Portanto, urge que a questão seja resolvida. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Cidadania crie campanhas voltadas para o combate ao capacitismo no Brasil. Essa ação deve ser feita em conjunto a mídia, divulgando palestras e workshops com portadores de deficiência, a fim de promover uma visão aprofundada das dificuldades e necessidades desses indivíduos e, assim, manter os direitos de acordo com Arendt.