Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 12/07/2022

Durante o período da antiguidade romana, devido à ocorrência de casais consanguíneos, diversos bebês nasciam com deficiências físicas, o que muitas vezes levava os pais à sacrificá-los. Ao sair do contexto histórico, a realidade brasileira se encontra de maneira análoga, uma vez que se observa a existência do preconceito com pessoas portadoras de deficiências, sendo esse denominado de capacitismo. Diante desse cenário, torna-se importante o diálogo sobre a ausência de políticas educacionais e acessibilidade.

De início, é válido destacar que, segundo o educador Paulo Freire, a educação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo; portanto, é perceptível que sua falta traz consequências para a população, como o preconceito, ocasionado pela desinformação. Exemplo disso, é observado no filme “Como estrela na terra”, em que os pais do protagonista com dislexia o tratam como incapaz por não conhecer sobre o transtorno. Sendo assim, a implementação de políticas educacionais mostra-se importante para a orientação do comportamento adequado por parte dos indivíduos.

Ademais, cabe ressaltar a negligência estatal ao que tange à acessibilidade de PcD’s (Pessoas com Deficiência). De acordo com a Constituição de 1988, toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades como as demais; entretanto isso não é realidade no Brasil, país que, segundo IBGE, mais de 20% da população possui alguma deficiência. Logo, a ausência de métodos eficazes para integrar essa minoria na sociedade dificulta uma vida igualitária prevista por lei, pois criam-se barreiras para sua realização. Por isso, faz-se mister uma reformulação na postura governamental, a fim de resguardar a democracia nacional exercida.

À vista disso, com objetivo de alterar o cenário exposto, cabe ao Ministério da Cidadania, responsável pelas políticas de desenvolvimento social, a criação de medidas que visem a acessibilidade de portadores de deficiência, por meio da criação de políticas públicas das quais alterem o ambiente coletivo e o tornem igualitário, a fim de promover a inclusão de PcD´s entre a população local. Somente assim, a sociedade caminhará de modo contrário aos antigos romanos.