Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/07/2022
O artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão, estabelece punição de 1 a 3 anos para aqueles que praticarem qualquer ação discriminatória contra pessoas com deficiências (PsD). Entretanto, de acordo com o G1, o Brasil é o 7° no ranking de 27 países mais intolerantes, tal dado faz com que o capacitismo permaneça enraizado no país e muitas das ações que possuem punições por lei sejam passadas despercebidas.
Nesse contexto, o Estatuto de Pessoas com Deficiência defende o direito à igualdade e oportunidades, sem nenhum tipo de discriminação. Contudo, dados da “Asid Brasil” expõe que menos de 1% do total de empregos no Brasil são ocupados por PsD. Tal dado implica diretamente no preconceito de muitas empresas nacionais e da própria sociedade em subestimar a capacidade e aptidão desse grupo minoritário por conta de suas deficiências. É certo que, poucas oportunidades de empregos e minímas consequêcias contra atitudes preconceituosas dificultam o melhoramento da situação de forma exorbitante.
Outrossim, é válido destacar a invisibilidade do impacto capacitista no dia-a-dia. No filme, “O Extraordinário”, Auggie, é portador da síndrome de treacher collins - doença que faz com que alguns ossos e tecidos do rosto não se desenvolvam- . Em seu 1° dia de aula muitos dos alunos da sala de Auggie colocam a deficiência dele à frente de sua própria inteligência. Fora da ficção, a realidade no Brasil não é tão distante. Muitos PsD sofrem com o mesmo problema de Auggie, de terem suas deficiências sendo levadas em conta em várias situações corriqueiras, como entrevista de emprego. E, uma vez que ações como essa estão enraizadas na sociedade, muitas consequências acabam passando despercebidas.
Dessa forma, infere-se que é mister que o Ministério do Trabalho e Previdência faça a criação, por meio de uma lei, de que todas as empresas devem conter com pelo menos 40% de seus funcionários sejam PsD. Empresas que não seguirem essa lei pagarão uma multa e terão o seu nome sujo.Tal ação tem como objetivo fazer com que deficientes se sintam mais acolhidos. Ademais, palestras nas escolas ministradas por PsD incentivando o projeto “Não julgue pela capa”, que tem por finalidade desconstruir preconceitos trazidos de casa.