Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/07/2022

Na série televisiva “The good Doctor” é retratado os desafios de um médico autista que precisa comprovar seus conhecimentos para seus colegas a todo momento. Em paralelo com a realidade hodierna, milhares de pessoas com deficiência enfrentam o mesmo problema tematizado na série, a necessidade de provar seus conhecimentos e capacidades, pois a sociedade brasileira ainda apresenta desafios no combate ao capacitismo. Nesse âmbito, torna-se axiomático as raízes do preconceito referirem-se ao abandono da discussão do tema e aos padrões de beleza e comportamento sociais.

Sob esse viés, é observado a histórica falta de debate acerca da mazela. Outrossim, na Roma Antiga, devido aos ideais atléticos e clássicos que baseavam a organização sociocultural, as crianças nascidas com qualquer tipo de deficiência eram consideradas subhumanas e, portanto, abandonadas. Dessa maneira, a atitude de renegar pessoas com deficiência originou uma sociedade alheia aos divergentes do padrão dito como regular e, consequentemente, não conversa sobre tal comunidade. Assim, a falta de discussão sobre o capacitismo gera desinformação, perpetua a crença de abandono do dessemelhante e ocasiona a exigência da comprovação frequente de si para os demais, como retratado na série televisiva.

Além disso, o modelo de beleza e de condutas coletivas ratificam a problemática. Nessa ótica, o sociólogo Pierre Bourdieu definiu violência simbólica como uma agressão invisível, concretizada na comunicação. De tal forma, o capacitismo se mostra como violência simbólica ao subjulgar pessoas que não se enquadram nos conjuntos de características físicas e comportamentais, ligadas a raça, magreza, cisgeneridade, ausência de deficiências físicas e oportunidade de realizar tarefas individualmente, consideradas como ideais pela sociedade. Desse modo, a perpetuação dos padrões demonstra-se um desafio enfrentado no combate ao capacitismo e as atitudes da Secretaria de Segurança Pública não de mostra eficaz em suas ações de combate à essa discriminação.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Dado o exposto, cabe a Secretaria de Segurança Pública de cada estado brasileiro, sancionar leis não tolerantes ao preconceito, por meio de penas de longos períodos de reclusão, por exemplo, 10 anos, a fim de provocar o debate de todas as esferas sociais e alterar a realidade cultural do país.