Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 05/08/2022

Em Esparta, na Grécia Antiga, quando uma criança nascia com algum tipo de deficiência, era morta por acreditarem que ela não seria capaz de lutar pela pólis. No entanto, apesar de passados séculos, ainda hoje existe a ideia de que pessoas com deficiência são incapazes de viver em sociedade, esses indivíduos sofrem por conta do capacitismo, sendo excluídos da coletividade, em virtude do preconceito e da ignorância. Logo, faz-se necessário discussões acerca desse impasse.

Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 8,4% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Todavia, apesar do número relativamente alto, muitos desses indivíduos são tratados como invisíveis pela sociedade. Tal situação ocorre pela falta de debates sobre o assunto nas escolas e na mídia, mesmo sendo os maiores formadores de opinião, é perceptível que ambos não incluem os PDCs, pessoas com deficiência, em seus propósitos. Por exemplo, em produções midiáticas não é comum a participação de atores PDCs, e ainda que eles façam parte, quase nunca estão em papéis considerados importantes ao projeto. Desse modo, isso invisibiliza esses cidadãos do mundo.

Ademais, de acordo com o filósofo Voltaire, “Preconceito é opinião sem conhecimento”, destarte, é notório que atualmente, a maneira como as pessoas com deficiência são tratadas, vem da ignorância da comunidade que não sabe que algumas falas e ações são capacitistas e continuam praticá-los. Sob esse viés, fica claro que a escola e a família não vem desempenhando o seu papel de formar cidadãos com percepções sobre o mundo e habilidades socioemocionais.

Portanto, medidas são necessárias para que o combate ao capacitismo no Brasil tenha avanços. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação promover por meio de palestras, feitas em escolas e universidades, abertas ao público, a divulgação de informações sobre o capacitismo, a fim de espalhar conhecimentos verídicos sobre o tema para que os brasileiros entendam e passem a agir com responsabilidade. Além disso, a mídia deve desenvolver projetos de inclusão de PCD, através de produções audio visuais, aumentando a visibilidade e a representatividade deles no Brasil. Espera-se que, dessa maneira, diminua gradativamente o sofrimento passado pelas pessoas com deficiência no país.