Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 13/08/2022

No filme norte-americano, “extraordinário”, retrata um garoto que nasceu com uma desordem craniofacial e sofre bullying ao ingressar na escola. Em paralelo com a ficção, a temática está intimamente ligada ao preconceito e discriminação que pessoas com deficiência sofrem na contemporaneidade. Tal aversão pode ser minimizada, desde que acompanhada da quebra da intolerância social junto à proteção jurídica pelo poder público.

Nessa perspectiva, é necessário pontuar que a manutenção do capacitismo para com os deficientes deixa-os mais vulneráveis às ações preconceituosas. A esse respeito, a socióloga Hannah Arendt instituiu o conceito de “banalização do mal”, ou seja, a naturalização do mal. Sob esse viés, constata-se uma sociedade com carência de informação na qual subestima os portadores de deficiência física, cognitiva ou mental, vistos como incapazes. Dessa forma, o combate à barreira social é o caminho para garantir equidade social, em outros termos, tratar os diferentes de modos diferentes.

Ademais, a ineficácia do poder público para proteção de quem sofre com o capacitismo os torna invisíveis. Nesse quadro, esse cenário caracteriza-se, segundo o filósofo John Locke, como “violação do contrato social “, já que o Estado não está cumprindo seu papel. Dessa forma, a falta de inclusão e acessibilidade para as pessoas com deficiência os deixa seres marginalizados, exclusões à interação social.

Portanto, o combate ao capacitismo em questão no Brasil precisa ser uma realidade palpável. Para isso, convém ao governo, junto ao Ministério da Educação, promover conscientização da sociedade sobre os impactos da discriminação e preconceito na vida dos portadores de deficiência, por meio de debates nas escolas e redes de televisão, para que seja construída desde a infância, empatia pelo próximo, a fim de igualdade social. Somado a isso, o governo deve promover programas de inclusão com ações voltadas para o público em questão como cadeira de praia para o banho de mar aos cadeirantes, além disso possibilitar acessibilidade a todos os estabelecimentos, públicos e privados, para que haja equidade social.