Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/08/2022
No conto “O Sonho de um Homem Ridículo”, de Fiodór Dostoiévski, apresenta-se a história de um narrador que sonha com uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de mazelas sociais. Fora da ficção, a realidade brasileira destoa do enredo supracitado, tendo em vista o preconceito enfrentado por pessoas com deficiência principalmente relacionado ao capacitismo. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causa a falta de debate e a omissão governamental.
Diante desse cenário, o silenciamento mostra-se um complexo dificultador. A teoria da ação comunicativa, de Habermas, defende que a linguagem é uma forma de ação, na qual é aberto espaço crítico e pluralista para o entendimento humano. Porém, há uma lacuna dessa ação quanto ao combate ao capacitismo, visto que essa questão não é exposta e debatida amplamente na sociedade, ficando restrito apenas a grupos específicos. Assim, trazer à pauta esse tema e discuti-lo amplamente aumentaria a chance de solução.
Além disso, há a omissão governamental, que influi decisivamente no problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. No entanto, tal responsabilidade não está sendo honrada, visto que o governo não tem investido o suficiente na infraestrutura necessária para atender pessoas com deficiência, inviabilizando a inserção delas em diversos espaços da sociedade. Desse modo, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Portanto, o poder público deve implementar de forma consistente melhorias na qualidade de vida de pessoas com deficiência por meio de investimento em programas educativos, que deverão ser transmitidos pelos canais de televisão, com o intuito de combater o preconceito. Espera-se com isso, que os problemas sociais gerados pelo capacitismo sejam reduzidos, para que se possa ter uma sociedade mais justa e livre de problemas sociais, assim como no conto de Dostoiévski.