Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/09/2022
No Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, infere-se que todos os cidadãos são iguais e possuem os mesmos direitos, sem distinção de qualquer natureza. Porém, é notório que essa garantia encontra-se ferida, uma vez que há um estigma relacionado às pessoas com deficiências pela sociedade. Isso ocorre devido à negligência estatal e a pensamentos históricos enraizados.
Em primeiro lugar, o descaso governamental em relação aos deficientes ocorre porque, segundo o escritor José Saramago, existe uma “cegueira moral” que impede ações para o bem do coletivo. Dessa maneira, essa minoria permanece prejudicada por não obter recursos públicos suficientes, o que os expõe a uma situação de exclusão social e dificuldades no cotidiano. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que os portadores de deficiência se sintam incluídos no meio social brasileiro.
Em segundo lugar, pensamentos históricos estão enraizados na sociedade. Nessa perspectiva, é válido citar o período da Idade Média, em que os deficientes não eram vistos como cidadãos dignos, e eram vítimas de violência e assassinatos por suas condições físicas. Nesse viés, esse modo de pensar foi passado de geração para geração, já que na contemporaneidade ainda existem casos de violência física contra as pessoas com deficiência.
Portanto, cabe ao Estado, responsável por manter o bem-estar da população, melhorar os recursos públicos para os deficientes, por meio da construção de rampas nos locais públicos, maior produção de filmes em libras e reservas de vagas de emprego para esse grupo. Paralelamente, a mídia, instrumento de ampla abrangência, deve conscientizar a população sobre a inclusão dos portadores de deficiência física no corpo social, a fim de que tenham melhor qualidade de vida.