Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/09/2022
O filme “Extraordinário” retrata a vida de Auggie Pullman (um garoto que nas-
ceu com uma deformidade facial), e os desafios enfrentados por ele durante o pro-
cesso de iserção social, como o preconceito dos colegas na escola. Nessa perspecti-
va, percebe-se a importância da inclusão de pessoas com deficiência, porém, no Brasil, essa ideia ainda não foi compreendida, visto que o capacitismo se tornou um grande obstáculo a ser combatido. Sendo assim, a negligência do Estado e a forte influência dos esteriótipos favorecem essa problemática.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a ausência de cuidados governamen-
tais destinados a promover uma melhor qualidade de vida a pessoas deficientes perpetua a exclusão desse grupo. Nesse cenário, segundo o filósofo John Rawls, o Estado precisa oferecer equidade no acesso a bens primários, como mobilidade e segurança. No entanto, essa ação não se concretiza no Brasil, visto que muitos indi-
víduos portadores de necessidades especiais têm seus direitos limitados pela ca-
rência de recursos básicos, como rampas para cadeirantes. Desse modo, entende-
-se que essa conjuntura é prejudicial, já que ela contribui para o capacitismo.
Além disso, vale destacar os efeitos dos esteriótipos relativos ao cotidiano de pessoas deficientes na manutenção da discriminação. Nesse caso, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46 milhões de indivíduos têm algum tipo de deficiência no Brasil, embora, apenas 440 mil destas estão no mercado de trabalho. Logo, isso ocorre pela falta de informação populacional so-
bre os métodos de integrar um portador de necessidades especiais na sociedade, o que reverbera o aumento do capacitismo.
Portanto, medidas são necessárias para o combate ao capacitismo no Brasil. Para isso, o Congresso Nacional deve criar leis responsáveis em garantir um maior investimento na integração de pessoas deficientes, como a construção de pontos de acessibilidade, por intermédio das diretrizes orçamentais nacionais, visando a iserção social desse grupo. Ademais, o Ministério da Educação pode aplicar aulas didáticas, com a ajuda de deficientes que desconstruam esteriótipos, objetivando, evitar situações de preconceito como aquelas vivenciadas por Auggie.