Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 10/10/2022

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a sociedade negligencia os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude do legado histórico e da lenta mudança na mentalidade social.

A princípio, o legado histórico configura-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o antropólogo Claude Lévi-Strauss pontua que só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse contexto, o preconceito enraizado em relação às deficiências, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira, o que dificulta a resolução do problema.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a lenta mudança na mentalidade social. Sob esse viés, o sociólogo Durkheim defende que o “fato social” é a maneira coletiva de pensar. Por essa ótica, é possível perceber que os desafios para o combate ao capacitismo são fortemente influenciados pelo pensamento coletivo, posto que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social opressor e injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna a solução ainda mais complexa.

Por tudo isso, faz-se necessário uma intervenção pontual na problemática. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do Estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem sobre o capacitismo para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Dessa maneira, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.