Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/11/2022
O drama coreano “Tudo bem não ser normal” retrata a realidade e as dificuldades enfrentadas pelo personagem Moon Sae Tae, um homem autista que é frequentemente questionado devido a sua condição. Fora da ficção, a obra asiática pode assemelhar-se ao capacitismo em questão no Brasil, não só pela intolerância social, mas também pela discriminação enfrentada por essas pessoas.
Em primeira instância, é incontestável que um dos desafios para o combate ao capacitismo é a intolerância social. Nesse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro “Cegueira Moral: a perda da sensibilidade na modernidade liquida”, elucida acerca de como as pessoas comportam-se de modo indiferente em relação ao outro. De maneira análoga, na realidade nacional, a tese pode ser exemplificada com a permanência do capacitismo no Brasil, em que aqueles que possuem alguma deficiência são questionados sobre suas capacidades e, geralmente, são reduzidos a essa deficiência.
Ademais, a discriminação acerca de pessoas com deficiência acarreta o aumento do capacitismo no país. Nesse sentido, segundo Freud, em seu livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu”, indivíduos tendem a suprir o próprio ego e agir conforme o meio, oprimindo as diferenças. Tendo isso em vista, ressalta-se a importância de certos setores da sociedade, a exemplo de famílias e escolas, na formação cidadã dos brasileiros. De tal forma que através de ensinamentos básicos poderiam, assim, impedir o aumento do preconceito sobre deficientes.
Portanto, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma atitude para combater o capacitismo em questão no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, o qual é responsável pela Política Nacional da Educação, junto às Mídias Sociais, por meio de palestras e campanhas, promover discursos sobre a importância da tolerância e respeito aos deficientes e como o capacitismo pode ser prejudicial à sociedade, com a finalidade de erradicar a discriminação e a intolerância social. Desse modo, a realidade de muitos brasileiros se afastará da triste realidade de Moon Sae Tae.