Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 06/03/2023

Em “Soul Surfer”, filme baseado na história da surfista Bethany Hamilton, a atleta perde um dos braços quando é atacada por um tubarão e começa a sofrer capacitismo, pois as pessoas não acreditavam que ela era capaz de voltar a surfar. Apesar de Bethany não ser brasileira, essa realidade preconceituosa está muito presente no Brasil. Desse modo, é válido destacar a subestimação da aptidão de pessoas com deficiência e a construção social de um corpo padrão como causas da persistência desse tipo de preconceito na sociedade.

Diante desse cenário, percebe-se a desvalorização das pessoas com deficiência. Nesse sentido, pesquisas realizadas em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística retratam que apenas 34,3% dos indivíduos portadores de deficiência possuem carteira assinada e enquanto o salário médio de pessoas comuns é de R$ 2.600, o de pessoas com algum tipo de deficiência é em média R$ 1.600. Sendo assim, menos da metade da população com deficiência possui um emprego formal e a parcela que possui, recebe um salário um terço menor que o restante dos trabalhadores.

Ademais, é notória a idealização de um corpo perfeito. Nessa perspectiva, o físico Albert Einsten disse “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Desse modo, o preconceito já instituído na sociedade no que diz respeito às pessoas com deficiência vem de padrões excludentes, os de beleza sendo os mais perceptíveis.

Portanto, fica explícita a necessidade e a importãncia de medidas que venham ao menos diminuir os casos de capacitismo no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania disseminar informações a repeito das pessoas com deficiência à população, por meio de campanhas principalmente nas rede sociais, a fim de munir os cidadãos de conhecimento, já que essa é a única forma de acabar com um preconceito. Assim, fazendo com que casos como o de Bethany não voltem a acontecer.