Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/03/2023
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5, direito a igualdade, ou seja, todos são iguais parante a lei como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise de fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência medidas governamentais para combater o capacitismo ainda presente no Brasil. Nesse sentido, o preconceito que se perdura quanto as pessoas que possuem algum tipo de deficiência seja, auditiva, motora, visual e dentre outros. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como os indivíduos que possuem algum tipo de deficiência corporal que infelizmente é naturalizada e hieraquizada como algo inferior e considerada incapaz.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito como o impulsionador capacitismo que se perdura no Brasil. Como na série ,“Dahmer: Um canibal americano” , em que um dos personagens e vítima do assassino em série Jeffrey Dahmer, era deficiente auditivo. A grande dificuldade que ele obteve para conseguir um emprego por conta de sua deficiência é o exemplo mais prático do preconceito estaurado e em consequência disso o próprio capacitismo. Logo, isso é
inadmissível perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater obstáculos. Para isso é imprescidível que o Ministério da Educação, por intermédio de campanhas e propagandas para que as atribuições negativas a imagem da deficiência sejam dissociadas, afim de que esse meio negativo para um lado positivo . Assim se consolidará uma sociedade mais empática, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social” , tal afirma John Locke.