Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 05/03/2023

Em um país no qual mais de 17 milhões de pessoas têm alguma deficiência ainda se vê presente, no cotidiano dos brasileiros, expressões capacitistas como “dar uma mancada” e “fingir demência”. Logo, tais falas de tom pejorativo reforçam os desafios enfrentados por eles, como a exclusão social e, consequentemente, a banalização da necessidade de melhorias na infraestrutura das cidades.

Em primeiro plano, é válido analisar a recorrente ausência dos PCD’s em meios de interação social, entretanto, não é a sua deficiência que os afasta do convívio, mas a falta de informação de uma sociedade historicamente excludente. Dessa forma, nota-se que desde a infância muitos brasileiros têm como exemplo diversos filmes, como “Branca de Neve e os Sete Anões”, cujo o título desrespeita a existência de pessoas com nanismo e normaliza o uso de termos pejorativos. Contudo, o país continua na posição de 9° mais desigual do mundo (pelo IBGE), isso implica dizer que não há preocupação das instituições de ensino em ensinar desde criança a tratar corretamente e incluir pessoas com deficiência nas atividades sociais, tornando maior o desafio para combater o capacitismo.

Em uma segunda análise, pode-se afirmar que a falta de infraestrutura nas cida-des é um dos principais exemplos de preconceito com os PCD’s (que se faz neces-sário combater), pois dificulta, ou até mesmo impede, a locomoção e autonomia desses cidadãos. Nesse sentido, nota-se que essa negligência governamental con-tribui pra um abismo social, que muitas vezes é usado como uma estratégia lucra-tiva para uma minoria que se mantém no poder (teoria estudada por Celso Furta-do). Sob esse viés, a medida em que se prioriza interesses econômicos ao invés do bem-estar de 17 milhões de pessoas, se enraíza ainda mais o capacitismo no país.

Contudo, são necessárias medidas que combatam essa problemática. Desse modo, todos os Prefeitos devem, com uso correto dos impostos, melhorarem a estrutura das cidades para que se tornem mais inclusivas. Assim, implementando rampas e pisos táteis, além de sinais sonoros nos semáforos. Além disso, o chefe da cidade também deve promover, com o dinheiro público, palestras mensais e gratuidas em instituições de ensino, as quais abordarão temas sobre os tipos de deficiência, a fim de aumentar a inclusão e acabar com o capacitismo no Brasil.