Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/04/2023

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil é, com frequência, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as principais causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a falha na educação brasileira.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descrevem como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, a população deficiente não recebe o apoio necessário para manter o bem-estar social e respeitar os direitos humanos. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente importante apontar a falha na educação como outro fator que contribui para a manutenção desafios para o combate ao capacitismo. Posto isso, de acordo com Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, percebe-se que o ensino é uma forte arma para combater os desafios do capacitismo, mas tem sido negligenciada, o que também exemplifica a teoria das “Instituições Zumbis”. Assim, é inaceitável que esse cenário perdurare.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar os desafios para o combate ao capacitismo. Dessarte, a fim de respeitar os direitos humanos e estabelecer o bem-estar social, é preciso que o Estado, por intermédio de instituições públicas de ensino, eduque a população acerca do respeito à diversidade, de forma a entender as diferenças e suas necessidades. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.