Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 20/04/2023

No Brasil, a expressão “Capacitismo” surgiu como uma forma de denominar a descriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência(PcD). Diante disso, a falta de informação de parte dos cidadão somada à baixa representatividade acaba por disseminar um pensamento errôneo de que cadeirantes, por exemplo, não possuem a capacidade física e intelectual de fazer atividades básicas. Isso evidencia a necessidade de maiores esforços do Estado e das instituições formadoras de opinião no combate à limitação e falta de acessibilidade impostas as PcD.

Sob esse viés, o estigma de que indivíduos com deficiência não possuem a capacidade de exercerem papéis de destaque, é evidente, já que, diversas vezes, algumas pessoas acreditam que a deficiência é uma limitação total, o que descredibiliza o real valor profissional e intelectual de tais pessoas. Diante disso, o físico teórico Stephen Hawking pode ser utilizado como argumento contra o capacitismo, pois, mesmo com o corpo paralisada por uma doença neurológica, foi o responsável por avanços científicos, como a teoria da radiação dos buracos negros. Assim, fica explícita a necessidade de uma maior valorização das PcD, já que a deficiência não inviabiliza completamente o cidadão.

Paralelamente a isso, mostra-se distante, infelizmente, um contexto social onde pessoas com deficiência poderão usufruir de forma plena de atividades e apresentações que buscam o entretenimento, como shows e cinemas, além de se verem representados, por exemplo, por meio de um personagem. Porém, por mais que seja em baixa quantidade, existem filmes e séries que buscam dar visibilidade a tais pessoas, evidenciando as suas qualidades profissionais e pessoais. Nesse contexto, a urgência em se ter uma maior representatividade mostra-se evidente.

Portanto, para combater o capacitismo, urge que o Ministério da Educação, por meio de maiores investimentos nas escolas, distribua aulões de ensino da língua de sinais, para que indivíduos antes excluídos por sua condição física possam desfrutar de forma plena dos seus direitos. Ademais, as famílias devem, por meio de diálogos nos lares, disseminar a ideia de que pessoas com deficiência não precisão de limitações, e sim de oportunidade, respeito e acessibilidade e, assim, mais pessoas poderão trilhar um caminho semelhante ao de Stephen Hawking.