Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/04/2023

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito ao respeito e ao bem-estar como inerente a todo cidadão brasileiro. Tais prerrogativas, no entanto, não se reverberam quando se observa o capacitismo presente na sociedade hodierna. Esse cenário ocorre não só em razão do preconceito, muitas vezes velado, sofrido por muitos indivíduos, mas também devido a pouca acessibilidade e representação em ambientes públicos e midiáticos. Logo, deve-se analisar essa conjuntura.

De início, torna-se válido analisar o pensamento do filósofo Aristóteles, no qual ele afirma que a base da sociedade é a justiça. Nessa perspectiva, a desvalorização e o desrespeito tangentes às singularidades e às diferenças corporais e individuais atuam na contramão dessa ideologia, uma vez que pessoas com deficiência são tratadas de forma discriminatória, sendo negligenciadas do acesso a muitos espa- ços públicos, que não são adaptados para deficientes, e impedidas de construírem interações sociais amplas, visto que são consideradas inferiores e incapazes de adotarem uma rotina comum - onde podem trabalhar, estudar e amar - sendo excluídas socialmente.

Ademais, de acordo com a fundação Ruderman Family Foundation, a maioria das séries de TV e streaming norte-americanas retratam personagens deficientes de maneira limitadora e indesejada, Nesse viés, a mídia reflete e dissemina a hierar-

quização social que inferioriza e infantiliza pessoas deficientes, segregando-os e manifestando preconceitos velados e inconscientes, no qual se desconsidera as ca-

pacidades autônoma e intelectual dessa parcela populacional.

Verifica-se, então a necessidade de combater o capacitismo em questão no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação e da Cultura, por intermédio de palestras em ambientes públicos e mini aulas em instituições educacionais, deve elucidar a im-

portância da inclusão e do respeito para com os indivíduos portadores de defici-

ência, a fim de formar indivíduos conscientes e solidários. Além disso, o Estado pre-

cisa, por meio de parcerias público privadas, investir tanto em reformas de espaços públicos, quanto na visibilidade positiva de deficientes em plataformas midiáticas, objetivando garantir a visibilidade e justa representação social. Assim, será possível efetivar os elementos elencados na Magna Carta.