Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2023

A série “Atypical” apresenta em seu enredo a dificuldade da família de um adolescente autista em conceder independência a ele por não acreditar em sua capacidade, invalidando-o por sua condição especial. Analogicamente, a atual conjuntura brasileira apresenta tendência em desvalorizar indivíduos com alguma deficiência física ou mental. Diante disso, é de suma importância a discursão sobre o preconceito estrutural e a invisibilidade dos cidadãos brasileiros com necessidades especiais.

Primeiramente, a invalidação e a discriminação contra indivíduos com deficiência estão presentes no país há séculos devido aos pensamentos hierarquizantes. Ao tomar como base as ideias do filósofo Nietzsche, as quais defendem que o preconceito foi usado como mecanismo de domínio, percebe-se que um exemplo disso é o capacitismo, já que o mesmo tem objetivo excludente. Do mesmo modo, no século XX, houve a disseminação do Darwinismo Social, corrente que pregava ideologia que perseguia grupos sociais, incluindo pessoas com deficiência.

Consequentemente a esse preconceito estrutural, existe a grande falta de protagonismo de portadores de condições especiais na sociedade brasileira. Isso é perceptível ao analisar a falta de oportunidade e incentivo na ingressão em universidades e empresas, além da falta de representação nas artes e ativismo social. Como conseguinte, a baixa autoestima, a depressão e sentimentos de limitação estão constantemente no cotidiano desses indivíduos, como no filme “Extraordinário”, em que uma criança se sente insegura por uma deformação em seu rosto causada por uma doença.

Em síntese, a sociedade brasileira é marcada por um preconceito enraizado e por pouca representatividade da população com deficiência. Dessa forma, é importante que a mídia, por meio de propagandas em canais de TV e redes sociais, divulgue campanhas de conscientização contra o capacitismo a fim de aumentar o respeito entre os cidadãos. Além disso, é necessário que o Estado, por meio do Poder Executivo, aumente as inserções de cotas para pessoas deficientes no mercado profissional para aumentar o protagonismo desses cidadãos nas diversas esferas sociais.