Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 27/06/2023

No filme “extraordinário”, o protagonista August possui uma síndrome rara e uma deformação facial, esse diagnóstico dificulta sua socialização da criança em uma nova escola. Analogamente a história do Auggie, muitos brasileiros enfrentam desafios diários para superar o capacitismo presente na sociedade. Isso ocorre pela falta de conhecimento da diversidade e pelo preconceito naturalizado que discrimina os portadores de deficiência. Desse modo, é imperioso que essa chaga social seja resolvida.

Sob esse viés, é importante ressaltar sobre a carência de informação que leva à subestimação dos portadores de deficiência. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Esse pensamento relaciona-se na problemática à medida que se as pessoas não têm acesso à informações sérias sobre capacitismo, sua visão será limitada e por esse prisma, observariam apenas a deficiência da pessoa e não quem ela é. Mostra-se assim, a importância de se estimular o senso crítico para mitigar os casos de discriminação.

Além disso, é possível ressaltar a cultura do preconceito que naturaliza certas segregações. Segundo a Constituição Federal, todos devem ser tratados de forma igualitária, sem discriminação. Entretanto, muitos indivíduos ainda associam deficiência a incapacidade – devido a mentalidade utilitarista e capacitista.

Portanto, são essenciais medidas operantes para o combate do capacitismo na sociedade brasileira. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover nas escolas a equidade social, através de palestras com profissionais especializados em diversidade e inclusão, com a finalidade de estimular a reflexão, explicar sobre capacitismo e trabalhar os meios para realmente integrar essas pessoas. Assim, com mais lucidez, o tema poderá ser debatido de forma que possa ser erradicado.