Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 08/08/2023

No período da Grécia Antiga, era exaltado o corpo musculoso e simétrico, o qual era tido como ideal de perfeição, excluindo e matando pessoas com deficiên-cia. Com o passar dos anos, a ação de executar indivíduos não permaneceu, porém eles ainda sofrem abusos da sociedade. Sendo assim, é válido analisar como o preconceito e a falta de representatividade se tornam um desafio no capacitismo.

A princípio, observa-se que o conceito prévio de determinadas situações faz com que alguns cidadãos sofram, por serem diferentes do resto da população como, por exemplo, indivíduos com deficiência. Em vista disso, ao analisar o educador Paulo Freire, o qual afirma que a sociedade brasileira tem o preconceito enraizado contra as minorias e, dentre elas, os deficiêntes por questões históricas de formação dessa nação, nota-se que isso é um desafio no combate ao capacitismo.Dessa forma, percebe-se que esses público sofre bastante com tal fato, pois, por causa do prejulgamento, tornam-se excluídos, o que perde, muitas vezes, a convivência em grupo, alienando o Brasil.

Além disso, analisa-se, também, que a falta de representatividade é uma das causas do capacitismo, pois a população ao não presenciarem os deficiêntes nas mídias sociais, publicidades, novelas etc, ignoram essa parcela da sociedade ao tratá-la com invisibilidade. Nesse viés, ao analisar o filósofo Bour-dieu, o qual afirma que tudo que foi criado como instrumento de democracia jamais deverá ser revertido como ferramenta de opressão, percebe-se que, na prática, não está ocorrendo isso. Desse modo, é indiscutível que os meios de representação da sociedade estão por oprimir a comunidade defi-ciênte, já que eles não aparecem em nenhuma mídia. Logo, entende-se que a ausência de represen-tatividade corrobora para o quadro de inferioridade social desses indivíduos, separando-os da comunidade.

Portanto, para amenizar os efeitos do capacitismo no Brasil, é necessário que o Poder Executivo Federal, por meio do Ministério da Educação faça um pro-grama, mostrando que os deficiências existem e o preconceito que eles sofrem. Tal ação deverá ser executada por intermédio de palestras nas institui-ções de ensino e nos bairros, com professores voluntários, ensinando como incluir os deficiêntes na sociedade, com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais e, consequentemente, abrandar a alienação desse público. Nesse sentido, o ideal de perfeição criado na antiguidade grega não deveria ser fonte de inspiração nos dias atuais.