Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 05/07/2023

“Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?” frase do filósofo Richard Rorty revela que é possível a sociedade transformar o futuro com a atual sociedade, a qual enfrenta desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil. Nesse sentido, deve-se entender o porquê este preconceito é difícil de ser combatido e de que forma pode-se reduzi-lo.

Primeiramente, é necessário compreender que o capacitismo é supor que a pessoa com deficiência pode ou não realizar algo e reduzi-la a sua condição. Sendo assim, é difícil combater os desafios, como preconceito e exlcusão, quando se vive num país que estruturalmente não pensa há anos em portadores de deficiência, de tal forma que torna-se complicado debater e conscientizar o povo, haja vista que apenas após os anos 2000 foi criado o Estatuto da Pessoa com deficiência, por isso é um tema árduo de ser debatido, por ser muito recente.

Porém, influenciadores digitais com deficiência têm sido de grande ajuda a diminuir tais desafios contra o capacitismo. Por exemplo, a influenciadora digital Lorrane Silva, conhecida como @_pequenalo na rede social Instagram, a qual tem público que ultrapassa um milhão de pessoas. A qual sendo portadora de uma síndrome de má formação óssea, incentiva seus seguidores, portadores de deficiência, a se amarem e valorizarem independente de sua condição de saúde. Sendo assim, de grande auxílio no enfrentamento da discriminação contra portadores de doenças, pessoas com visibilidade que conscientizem o povo de que uma deficiência não pode ser mal vista pela sociedade.

Portanto, é de grande necessidade que o Governo Federal, em parceria do Ministério de Comunicações e o Ministério de Direitos Humanos, promova campanhas publicitárias por meio das mídias sociais, as quais informem a população o que é o capacitismo, o qual se qualifica como crime discriminatório com pena de reclusão, de acordo com o Artigo 88 da Constituição Brasileira. Para que, ao passar dos anos seja cada vez menor o preconceito contra a pessoa com deficiência, tornando assim, um mundo futuramente mais inclusivo e respeitoso, o qual foi preparado nos dias de hoje, como Richard Rorty diz.