Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 13/07/2023
Por definição da professora e psicóloga Luciana Maia, o capacitismo se classifica como o preconceito dirigido a qualquer pessoa que apresenta uma deficiência, seja ela física, intelectual ou sensorial. A partir disso, é necessário frisar que, o desafio para combater a questão capacitista no Brasil é um dos maiores desafios enfrentados pela sociedade moderna. Dessa forma, se faz necessário um debate acerca da desvalorização - e subestimação - da população portadora de deficiências e como o desconhecimento nacional diante do assunto acentua a questão capacitista.
Diante dos dados apresentados pelo IBGE, existem, no Brasil, mais de 45,6 milhões de pessoas com deficiência e mesmo assim, apenas 1% dessas pessoas ocupam vagas de emprego formal. Isso decorre do estigma associado aos porta-dores de deficiências - físicas e mentais -, que tem seu valor e papel social desvalorizados e subestimados. Assim, por serem vistos como inábeis e “inutilizáveis”, possuem sua qualidade de vida reduzida e precarizada, pois são vetados de espaços socias - devido a falta de acessibilidade a espaços públicos e privados - e do mercado de trabalho.
Ademais, o desconhecimento da população acerca dos tipos de deficiências e como as mesmas afetam de fato o indivíduo portador, acentua a dificuldade no combate ao capacitismo. Nesse contexto, a falta de visibilidade midiática no assunto e a falta de campanhas que busquem a conscientização dificulta o acesso à informação da coletividade. Por fim, a desinformação direciona o índvíduo a intole-rãncia, segundo a psicóloga Luciana Maia, os portadores de deficiência são sujei-tados a desmoralização e ao desrespeito por conta de uma sociedade ignorante.
Portanto, é necessária a mitigação dos fatos citados. Cabe, assim, ao Ministério dos Direitos Humanos em união ao Ministério da Infraestrutura, garantir e fiscalizar a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências em espaços sociais e públicos. Para além, o Ministério da Educação junto com as grandes mídias devem incluir palestras em escolas e em ambientes comunitários que desmistifiquem os tipos de deficiências e ressaltem a problemática do capacitismo. Somente assim o combate ao capacitismo terá resultados e o aumento da igualdade.