Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/09/2023
A obra ficcional “O extraordinário”,conta a luta de Auggie, criança sonhadora com deficiência, em busca de realizar seus objetivos diante de uma sociedade limitante ao seu potencial .Tal cenário exemplifica a presença do capacitismo, pauta definida pela discriminação contra pessoas com deficiência,isto é questionar suas habilidades e aptidões.Nesse sentido, convém tratar este problema por meio da mobilização social e estatal em promover educação, acerca dessas condições de saúde, e garantir a inclusão, a fim de promover a tolerância no Brasil.
Diante desse cenário, é válido analisar a educação como o principal caminho para combater o capacitismo. No entanto,tal meio educativo não é comum para a maioria dos brasileiros nesta condição,que por falta de auxílio podem não fortalecer suas aptidões durante sua vida.Assim como abordado no filme “O ritmo do coração”, que trata as dificuldades vividas por Ruby única ouvinte, em meio a uma familia de surdos, em cantar. Nesse sentido, a falta de debate educacional acerca desta temática sinaliza a urgência de instruir pessoas como Ruby sobre suas habilidades e direitos a fim de terem um espaço social digno e próspero.
Ademais, torna-se de grande relevância promover a inclusão, ação essencial para maior tolerância no país, visto que, democratizar espaços para a participação de pessoas com algum impedimento é um direito que pode se disseminar com a mobilização social e implementação de práticas sociais, como ,por exemplo, o incentivo de amizades e respeito as diferenças entre pessoas. Nessa perspectiva, o Estatuto da Pessoa com Deficiência assegura condições de igualdade e exercício da cidadania. Logo, incluir e visar este público é um compromisso governamental que deve se manifestar em todas as vidas.
Infere-se, portanto, que a educação e a inclusão são de suma importância para o enfrentamento do capacitismo no solo brasileiro. Todavia, estes caminhos necessitam da ação do Ministério da Educação, em reajustar diretrizes educativas para pessoas com deficiência, por meio de campanhas formativas de cunho nacional, para que seja possível desenvolver habilidades educativas e inclusórias em todos os brasileiros acerca desta causa, a fim de que haja mais tolerância e diversidade no caminho em busca do “Extraordinário” da vida.