Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 11/09/2023

No filme, “O Extraordinário”, o protagonista Auggie, por ser portador de uma deficiência física, é vítima de preconceito de vários setores da população. De maneira análoga, na sociedade brasileira, indivíduos, os quais não se encaixam nos padrões neurológicos e físicos são automáticamente excluidos, uma vez que há desafios para combater o capacitismo no país. Isso ocorre devido a falta de políticas públicas e o contexto social.

A inércia estatal é um desafio para a solução do preconceito contra pessoas deficientes. Uma prova disso é que não há suporte financeiro para essa parcela da sociedade, como também não há fornecimento de acompanhamento médico adequado em instituições públicas, fazendo com que 35 milhões de brasileiros portadores de alguma deficiencia não ingressem no mercado de trabalho, por não terem acesso a tratamentos hospitalares que os permitam ter qualidade de vida, de acordo com o Ministério da saúde. Essa situação é absurda uma vez que o Brasil está entre as 10 maiores potências econômicas do mundo. Isso mostra que a escassez de ação governamental influencia na recorrência do capacitismo.

Além disso, a compulsão social por padrões estéticos e neurológicos é um obstáculo para a resolução do preconceito contra deficientes. Um exemplo disso é a exclusão dessa fração da sociedade dos meios midiáticos, da mesma maneira que ocorre em ambientes de socialização, como escolas, fazendo com que a aparição de portadores de deficiencia na televisão na última década fosse de, aproximadamente, 30%, de acordo com o G1. Essa situação está em consonância com o modelo da Sociedade Disciplinar proposto pelo filósofo Michel Foucault, segundo o qual o cidadão é doutrinado a seguir normas para que seja aceito dentro do seu espaço de convivência.

Portanto, diante da falta de políticas públicas e da forte pressão por enquadramento físico e mental, entende-se que a problemática persiste. Logo, é necessário que, dentro do âmbito federativo, o Ministério da Saúde promova projetos assistencialistas que auxiliem financeiramente portadores de deficiencia, por meio de um aumento de verbas, com a finalidade de desmarginalizar milhões de brasileiros, gerando a solução para esse problema.