Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/09/2023

De acordo com o IBGE, o Brasil possui 18,6 milhões de pessoas com deficiência. Apesar de representarem grande parcela populacional são alvos de preconceito e exclusão social. O capacitismo evidênciado na nação Brasileira é um tema carente de discussões e posicionamentos sociais, entretanto já enfrenta grandes e notórios desafios a serem combatidos, tais como a desinformação e a negligência estatal.

Segundo Peter Drucker “O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas”. A desinformação acerca do tema em questão resulta na construção de preceitos e paradigmas sociais, gerando uma ótica de incapacidade física e social do indivíduo. Uma das manifestações do capacitismo na sociedade contemporânea, gerada pela ausência de informações é o pensamento preconceituoso de que uma pessoa com deficiência é incapaz de construir uma vida segundo os padrões sociais de normalidade, essa ideia equivocada ocasiona o tratamento excludente que é banalizado e sofre com a insufuciência de esforços para a propagação de conceitos que desconstruam tal posicionamento.

O célebre escritor e jornalista Gilberto Dimenstein em sua obra “O cidadão de papel” critíca o sistema de leis do Brasil, o qual é bem elaborado teoricamente, mas escasseia de efetividade na prática. O posicionamento do Estado na criação de medidas que garantam o funcionamento prático das leis acerca da inclusão de pessoas com deficiência é mínima, visto que os casos extremamente recorrentes de capacitismo velado são banalizados e silenciados políticamente não sendo alvo de atenção nem de investimentos na fortificação das leis já vigentes, sob esse viés é notória a negligência na realização de debates sobre o tema no meio academico e político, como também reações que cooperem para a solução das problematicas relacionada pauta em questão.

Diante disso, faz-se necessária a implementaçao de campanhas de divulgação, através dos meios de comunicação e das instituições de ensino com a intenção de conscientizar e corrigir preceitos, digladiando a constante criação de ideias irreais e excludentes em meio a falta de informação. Nota-se também como uma medida indescartável o investimento da parte do Estado em políticas públicas que garantam acesso à inclusão, qualidade de vida e segurança, com o intuito de evidenciar o capacitimo como uma problematica de interesse coletivo e garantir a efetividade das leis já em vigor no país.