Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/09/2023
O filósfo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, o capacitismo no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta em desordem e retrocesso no desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência a exclusão social.
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com as ideias de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação ao capacitismo no Brasil. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murrary Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o direito a acessibilidade. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o problema no Brasil.
Por conseguinte, engendra-se a falta de incentivos de educação de pessoas sobre o assunto. Posto isso, desde do passado pessoas com deficiência foram ridicularizadas em shows e programas de TV, com isso acabou perpetuando o capacitismo entre as pessoas, essas pessoas tiveram filhos e passaram seus preconceitos para eles, sem nenhuma base de ensinar que isso é errado acabou transformando um geração de preconceituosos.
Depreende-se, portanto que é mister a atuação governamental no problema. Assim, cabe ao Ministério da Educação, auxiliar o ensino da população sobre o capacitismo. Tal ação deverá ocorrer por meio de palestras e atividades lúdicas em escolas e em locais públicos sobre a importância da acessibilidade e sobre o capacitismo. Somente assim, com a conjutura de tais ações, os brasileiros irão ver o progresso referido na Bandeira Nacional como uma realidade.