Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/10/2023

O artigo 5° da Constituição brasileira de 1988, garante que todos são iguais perante a Lei. Entretanto, na prática não bem assim. As pessoas com incapacidade física, mental e mesmo oculta, carregam um estigma atribuído pela sociedade na qual as rebaixa a um nível bem inferior aos demais cidadãos.

Ao longo da história da humanidade sempre houve aqueles que dominadavam e os sofriam com essa dominação, isso era feito sempre por classe social, ideologias religiosas e até por cor da pele. Quanto aos defeitos físicos, a Grécia antiga já protagonizava com Esparta a eliminação de bebês supostamente defeituosos. Hoje apesar de Leis que protegem o indivíduo, seguimos muitas vezes o caminho dos espartamos, só que com um viés “moderno”, deixamos nascer mas fijimos não existir.

Segundo um levantamento feito em 2009 pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quase 10% da população no Braisil possuem algum grau de deficiência. No entatanto, esse número que chega a ser quase 18 milhões de pessoas, são frequêntemente ignorados pela sociedade e em especial pelas autoridades públicas, a quem lhe cabe a maior responsabilidade de promover politícas de inclusão e coincientização social. É lamentantável a visão precoceituosa que levam a sociedade a acreditar que tais pessoas possuem pouca ou nenhuma capacidade de exercer alguma atividade profissional. Pior ainda, quando aqueles tido como incapacitados, de alguma forma se destacam por seu trabalho e genealidade, são promovidos pela mídia como um exemplo a ser seguido, e por vezes deixam uma mensagem velada que todos têm igual condição, sem levar em consideração que maioria não tem ou teve a mesma oportunidade que o cidadão mensionado e assim sendo, elas seguem marginalizadas.

Em síntese, muito ainda precisa ser feito para que evoluamos como sociedade. Para tanto, precisamos promover a igualdade social no sentido mais abrangente possível, dando oportunidade a todo e qualquer cidadão seja ele quem for. Com isso, além de enquadrar todos diante da Lei, evitamos que essas classes inferiorizadas tenham que lutar por direitos que já lhes foram garantidos pela Constituição.