Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 11/10/2023
No período da Grécia Antiga, pessoas que desde o nascimento portavam alguma deficiência - seja física ou cognitiva - eram taxadas de amaldiçoadas, sendo atiradas de precipícios. Na contemporaneidade, o infeliz cenário histórico foi combatido, todavia em meio a sociedade brasileira, ainda há à permanência do capacitismo. Desse modo, destacam-se o preconceito e a cultura educacional como fatores que defasam o bem-estar dessa parcela da população.
Nesse âmbito, convém enfatizar que a visão pejorativa sobre pessoas portadoras de necessidades especiais é um alicerce dessa mazela. Nesse viés, o sociólogo Michel Foucalt discorre que a consciência coletiva, desenvolvida nos diferentes grupos sociais, formam o preconceito. De fato, tal consciência insere essa parcela popular como menos capacitados, uma vez que a visão estereotípica, infelizmente, naturalizada no país, diminui a capacidade individual, logo impedindo seu pleno exercício no mercado de trabalho, na educação e relações pessoais. Assim, fica evidente que a exclusão não ficou limitada ao passado.
Outrossim, a educação brasileira propaga de modo equivocado ideias de teor capacitista. Sobre isso, é necessário entender que a educação gera o empoderamento social. No entanto, Paulo freire encontraria sua colocação sendo desvinculado desde o ensino básico ao longo do país, dado a constante colocação de “Pessoas especiais”, com foco em definir pessoas portadoras de deficiência, mas muito mal aplicada, levando alunos que dividem o mesmo ambiente escolar a formular uma imagem capacitista, acarretada pelo entendimento de tratar-se de pessoas com constante necessidade de acompanhamento ou dependência. Então, faz-se necessário mudanças para se desconstruir tal cenário depreciativo.
Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação - Órgão responsável pela propagação de conhecimento no país - em associação com as instituições de ensino, aprofundar o combate ao capacitismo, por meio da inserção de matérias com foco no protagonismo de pessoas portadoras de deficiência, implementado, gradualmente, o saber à cerca dos tipos, limitações e necessidades de auxílio, a fim de desconstruir o preconceito e reorganizar à cultura educacional. Logo, o capacitismo fará parte do passado.