Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2023

A Constituição Federal que foi promulgada em 1988 garante assegurar os direitos de todos os cidadãos. No entanto, apesar da garantia constitucional nota-se que muitas pessoas com deficiência ainda são vítimas de preconceito e discriminação, demonstrando os desafios sofridos no Brasil para combater o capacitismo. Sob esse viés, faz-se necessária a análise da negligência estatal e invisibilidade social.

De início, é imprescindível pontuar a falta de atuação dos setores governamentais no que se concerne à criação de mecanismos que suprem o combate a essa intolerância. Segundo dados do IBGE (Institututo Brasileiro de Geografia e Estatística), existem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência no país, no entanto, apenas 400 mil exercem trabalhos formais. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar de toda a população, entretando isso não ocorre no Brasil. Assim, é notório que o poder público opta por se isentar frente a situação que os indivíduos com necessidades especiais passam, não realizando a inclusão desses no meio social, educacional ou econômico.

Ademais, vale ressaltar que a invisibilidade social é outro obstáculo na luta contra o capacitismo. De maneira análoga, a escritora Simone de Beauvoir, diz que há muitas pessoas que são despercebidas na sociedade, enquanto um outro grupo desfruta de privilégios. Dessa forma, por não ter conhecimento sobre as capacidades das pessoas deficientes, os indivíduos impõem suas predefinições sobre esse grupo, formentando ainda mais a exclusão dos mesmos. Sendo assim, é indispensável que esse problema não se perdure mais.

Depreende-se, portanto, a necessidade de aplicar novas medidas para mitigar tais entraves. Para isso, compete ao Ministério da Educação promover palestras e propagandas nas escolas e redes sociais a respeito das habilidades dos deficientes, a fim de garantir maior igualdade e inclusão. Somente assim, o Brasil se tornará um país que garante a ampla defesa dos direitos fundamentais a seus cidadãos.