Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2023
De acordo com a pintura expressionista “O grito”, do norueguês Edvard Munch, que expressa uma realidade de aprisionamento do ser humano em profunda angústia, melancolia e desespero, dialogando com a modernidade. Embasado neste contexto, infelizmente, o que foi evidenciado etá presente na contemporaneidade, considerando as dificuldades do combate ao capacitismo. Posto isso, motiva-se pelo desserviço governamental e pelo silenciamento do tema.
Em primeira análise, é notória a negligência estatal frente à descriminação. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na sua tese referente à “Instituição Zumbi”, a qual descreve ser um fenômeno de disfunção com o cumprimento social de instituições, como o Estado, que se apresenta omisso em relação às adversidades cotidianas, interferindo danosamente na integridade das pessoas. Sob o viés do intelectual, é essencial a mudança nesse posicionamento inoperante do governo, quando se notam os elevados indicadores de seres afligidos pelo descaso com indivíduos que possuem deficiência. Deste modo, precisa-se agir acerca deste abandono do Estado.
Além disso, a insuficiência de debates a respeito dos preconceitos com deficientes, faz com que de continuidade a problemática. Conforme o filósofo alemão Karl Marx, em sua teoria sobre “Silenciamento dos Discursos” declarou que as mazelas sociais são expostas à omissão realizada na sociedade, a fim de ocultar informações, que corroboram a falha do Poder Público. Fundamentado nesta ótica, as questões capacitistas não podem ser omitidas nas mídias. Logo, deve-se buscar maneiras de intervir nesta carência de visibilidade.
Portanto, é necessário atitudes para solucionar tais obstáculos que impedem a ascensão da civilização. Em suma, cabe ao Poder Legislativo, junto ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, requerer que o Congresso Nacional, mediante um Projeto de Lei, desenvolva campanhas de conscientização, tendo com foco toda população, para que as partes envolvidas entendam a importância da valorização do tratamento igual independente das diferenças, de modo que haja a esperança de, com esta proposta, dar forma a uma coletividade mais consciente, não omissa, informada e que vise melhorias dignas para os cidadãos.