Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2023

Thomas More, em sua obra “Utopia”, descreve um retrato de uma sociedade perfeita, sem qualquer tipo de mazela ou preconceito. Em contradição ao sobredito, observa-se a problemática do capacitismo na realidade hordiena brasileira, devido à negligência governamental e à falta de preparo para o recebimento e acolhimento de pessoas deficientes em locais como escolas, empresas e lojas. Nesse sentido, medidas efetivas devem ser tomadas a fim de erradicar o capacitismo no Brasil.

Em primeira instância, o capacitismo surge da indiferença da máquina estatal. A falta de medidas legais a fim da integração de pessoas portadoras de quaisquer deficiências e a falta de penalidade para aqueles que ajem de maneira preconceituosa com esse grupo revela um descaso em um problema tão grave. Portanto, a escassez de proteção e integração legais culmina no agravamento do capacitismo e o Estado - como protetor de seus cidadãos - deve tomar medidas.

Outrossim, há a pobreza de locais apropriados e pessoas instruídas para auxiliar as necessidades especiais daqueles que as necessitam. Segundo o censo de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 70% de escolas e empresas não possuem uma estrutura adequada para o recebimento de cadeirantes ou deficientes visuais. Dessa forma, excluí-se cada vez mais os grupos minoritários - não só socialmente -, mas a partir das estruturas e aumentando cada vez mais a problemática a ser resolvida.

Conclui-se, baseado nos fatos sobreditos, que medidas efetivas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Estado - órgão responsável por garantir a todos os cidadãos brasileiros o direito à vida e dignidade - a integrar e auxiliar a todos que possuem necessidades especiais, isso por meio de medidas legais - como a obrigatoriedade de estruturas inclusivas, com rampas e formas de localização para deficientes visuais - e palestras para a especialização de formas de acolher pessoas com síndrome de Down ou autismo, a fim de que todo o grupo seja incluído e respeitado. Somente assim, a sociedade brasileira poderá se aproximar do ideal utópico desejado por Thomas More.