Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/11/2023
O filósofo Thomas More, em sua obra “Utopia”, apresenta uma sociedade perfeita, a qual é caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto, ao analisar-se a conjuntura brasileira vê-se uma oposição ao texto sobredito, já que o combate ao capacitismo e seus respectivos desafios deturpam a harmonia coletiva brasileira, fomentados não só pelo descaso governamental, como também a má índole humana.
Neste cenário, há a obra cinematográfica “Forrest Gump” que retrata a vida de Forrest, um homem que possui autismo. No filme, é retratado o preconceito sofrido por ele, e as diversas dificuldades que ele teve ao construir relações interpessoais por conta de tal condição portada. Assim, provando a iminente negligência estatal que não assegura a acessibilidade aos deficientes brasileiros- auxílio a limitações físico-psicológicas sociais . Dessa maneira, a problemática perpetua-se pela sociedade brasileira, com impactos impulsionadores de uma ideologia capacitista.
Ademais, o pacto estatal retratado por Thomas Hobbes, aponta o dever do estado - em meio a sociedade- de agente educador. No sociedade hobbesiana, o mal-caráter do homem corrompido, é comportado pelo estado com seus dogmas e diplomacia, perante o certo e errado. Mas, ao se analisar o descaso governamental no Brasil, perante os deficiêntes, o mal-caráter humano se aproveita da ausência estatal e promove na comunidade conceitos preconceituosos, aos “diferentes” .Nesse sentido, o despreparo fragiliza a sociedade deficiente e gera assim uma sociedade com o capacitismo estrutural.
Portanto, o capacitismo no Brasil deve ser intervido pelos governos locais, em parceria com os portais midiáticos brasileiros, promovendo acessibilidade a comunidade deficiente, por meio da promulgação de leis que assegurem o direitos básicos-sócio-econômicos- a fim de uma sociedade próxima do reflexo da sociedade utópica de More.