Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/11/2023
No filme “Coringa” do diretor Todd Fillips, o personagem Arthur Fleck sofre com problemas mentais e em certo momento da trama diz: “A pior parte de ter deficiência é que as pessoas querem que você aja como se não tivesse”. Fora da ficção, no contexto social brasileiro, diversas pessoas com deficiência sofrem com o capacitismo por parte da população que acredita que deficientes são incapazes ou menos dignos de respeito e oportunidades, e o Estado que os negligencia.
Nesse sentido, o preconceito enraizado na sociedade é fundamental para perpetuação do dano como uma mazela social. De acordo com o filósofo francês Michel Foucault, a normalização faz com que os indivíduos tenham repetições de comportamentos sem uma devida reflexão crítica de sua própria conduta. Nessa lógica, a sociedade banaliza os desafios enfrentados por portadores de deficiência. Dessa forma, enquanto a banalização dos comportamentos persistir, haverá o crescimento do capacitismo.
Além disso, é importante destacar a negligência social como outro fator contribuinte para o aumento dos desafios no combate ao capacitismo. O dever do Estado é garantir os direitos e oportunidades de todos os indivíduos, no entanto, pessoas deficientes acabam sendo negligenciadas na medida em que não encontram as mesmas oportunidades que pessoas sem deficiência.
Tendo em vista os fatos apresentados, pode-se concluir que o capacitismo é um problema gravíssimo para a nação. Nesse sentido, é imprescindível que o Estado - agente fundamental na proteção dos indivíduos brasileiros - garanta a conscientização da sociedade, por meio de campanhas através da mídia. Nessa lógica, isso será realizado com a finalidade de promover um melhor tratamento de deficientes na sociedade. Feito isso, a população brasileira poderá
caminhar para a resolução do impasse que é o capacitismo.