Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 10/11/2023

Segundo Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, “a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”. Sob essa ótica, faz-se imperioso evidenciar a tônica da recorrência de capacitismo no cenário hodierno, os entraves relacionados a tal e seus impactos negativos, bem como maneiras de mitigar essa problemática presente no corpo social.

Em primeiro lugar, cabe salientar o conceito de capacitismo, o qual é definido como preconceito direcionado a indivíduos que apresentam uma deficiência física, sensorial ou intelectual, sustentando desigualdades e injustiças sociais, por conseguinte, compactuando com a exclusão dos próprios de diversos ambientes dentre a sociedade. Tal situação de segregação de pessoas com deficiência pode ser exemplificada com o caso de Bethany Hamilton, surfista que teve seu braço esquerdo amputado após um ataque de tubarão, e que voltou à prática de surfe um ano depois, onde encontrou dificuldades no que tange a adaptação ao esporte, mediante a ausência de pranchas que a auxiliassem, e a divisões de surfe profissional que a acolhessem. Assim, com a falta de recursos necessários para inclusão de pessoas com deficiência, o entrave do capacitismo, em consonância com sua negligência, é inflamado.

Outrossim, convém pontuar a relação de tal discriminação com indivíduos neurodivergentes e suas respectivas repercussões. Na obra audiovisual “Atypical”, o personagem Sam, jovem autista, enfrenta inúmeros dilemas em sua adolescência, dentre esses, a superproteção de sua mãe e episódios marcados por preconceito. Torna-se nítida, como consequência disso, a perpetuação de comportamentos discriminatórios, e do pensamento de que pessoas com deficiência não conseguem desenvolver relações sociais.

Portanto, com a finalidade de cessar essa problemática na conjuntura atual, é fulcral que o Estado, cuja função é a de proteção dos direitos de seus cidadãos, através do estabelecimento de normas e leis que imprimam o apoio do tecido social, promova espaços de socialização entre pessoas com e sem deficiência, e disseminação de informações contribuintes para a reversão do aspecto negativo das deficiências.