Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/04/2024
Beethoven, um dos maiores compositores da história da música clássica, ironicamente, era surdo. Esse fato demonstra que deficiências não são um fator decisivo para a limitação do potencial de um indivíduo. Entretanto, devido à existência do capacitismo, é válida a discussão sobre os desafios para o seu combate, destacan-do a sensação de superioridade e a falta de acessibilidade.
Diante desse cenário, é válido retomar o aspecto supracitado quanto ao sentimento de superioridade de não-portadores de deficiência. Nesse contexto,é indiscutível a presença de um padrão de corpo e comportamento imposto na sociedade, em que todos “deveriam” se encaixar. Dessa forma, é afirmativo que tal modelo fere indivíduos que não se enquadram, principalmente pessoas com deficiência, estas que não podem mudar sua condição, sofrendo violência e constrangimento de ou-trem. Em consonância com tal tese, é possível citar a eugenia, conjunto de ideias propagadas por Hitler, que pregava a supremacia de uma “raça” sobre outra. Sen-do assim, torna-se evidente que este sentimento é maléfico à população destacada.
Ademais, é essencial citar a lacuna de acessibilidade como uma das principais cau-sas da predominância do capacitismo. Nessa perspectiva, é notável que o impedi-mento que pessoas com deficiência de qualquer natureza sofrem para acessar lu-gares e utilizar serviços forçam-na a depender de outrem. Esta realidade priva tal indivíduo do exercício de sua autonomia e reforça crenças infundadas sobre a sua capacidade no imaginário comum, já que, de forma sistemática, foi privado de seu desenvolvimento. Sob esse viés, é possível mencionar a Constituição Brasileira de 1988, que em seus objetivos garantir a igualdade e o bem estar geral. Desse modo, observando a conjuntura discutida, tal documento não está sendo cumprido, preju-dicando o combate ao capacitismo.
Nota-se, portanto, a necessidade de reverter esse cenário. Para tal, é intrínseco que os governos federais e estaduais, responsáveis pela administração pública, favoreça a inclusão de pessoas com deficiência em todos os espaços. Tal ação deve ser realizada por meio de investimento em infraestrutura e educação dos brasilei-ros, para, assim, todas as pessoas terem pleno acesso aos espaços públicos e crenças capacitistas sejam abolidas. Assim, tal preconceito será erradicado.