Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/04/2024
Segundo o artigo primeiro da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. Entretanto, ao observar os impasses para a aniliquilação o capacitismo no Brasil, percebe-se que esse princípio não é exercido em sua totalidade, haja vista a constante discriminação social, bem como a ineficácia do Estado em promover investimentos na infraestrutura das cidades para a inclusão de pessoas com deficiência. Por isso, medidas atitudinais e estruturais fazem-se necessárias para a construção de uma socidade anti-capacitista no país.
De início, é indubitável que as ações discriminatórias contra portadores de deficiência é um dos entraves responsáveis pelos desafios da extinção do capacitismo. Nesse sentido, conforme a teoria de Zygmunt Bauman, o individualismo exarcerbado causa a deteriorização das relações pessoais, o que se manifesta, por exemplo, no preconceito excessivo aos portadores de necessidades especiais. A partir desse pressuposto, nota-se que ele pode ser encaixado na realidade da segregação social do país, uma vez que há o ato de subestimar a capacidade física e intelectual de pessoas com deficiência, tanto no âmbito laboral quanto no social, expressada na falta de oportunidades ofertadas no mercado de trabalho a esse grupo. Consequentemente, observa-se que há uma tendência de a população deficiente vir a vivenciar episódios de preconceito social, o que pode levar ao desenvolvimento do sentimento de incapacidade e problemas psicológicos, como a depressão.
Outrossim, é relevante ressaltar que a inércia governamental , expressada na ausência da democratização do acesso estrutural de pessoas especiais, de forma igualitária, é um óbice que contribui para o não combate do capacitismo. Nesse âmbito, segundo dados divulgados, em 2017, pelo IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), 24% da população brasileira é dotada de alguma espécie de deficiência e, em diversos locais, ferramentas de inclusão como, rampas, sinalizadores e calçadas especiais são insuficientes para inclusão social, o que demonstra baixo investimento financeiro estamental. e a limitação da mobilidade desse grupo quando o Estado não cumpre com o dever de promoção de acessibilidade igualitária. Como desdobramento, percebe-se que quando o governo