Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 14/06/2024
O capacitismo é um fenômeno social que permeia as relações sociais e intelectuais, marginalizado e disseminado às pessoas com deficiência, pois esse tipo de discriminação muitas vezes é sútil e está enraizada na prática cotidiana, o que conota uma violência simbólica excluindo esses cidadãos dos espaços de convivência.
Em primeiro lugar, o preconceito contra as pessoas deficientes é perceptível entre os meios de comunicação, mídias digitais e na prática social, o que resulta em estereótipos. Nessa perspectiva, cabe reforçar que há uma explicita violência simbólica, a qual é definida pelo pensador Bourdier como uma imposição de significados e valores que desvalorizam certos grupos sociais perpetuando a desigualdade e estigmação, isso pode ser observado no humor transvestido de brincadeiras e palavras depreciativas.
Além disso, nas estruturas institucionais são desenvolvidos sem considerar a acessibilidade necessária para incluir as pessoas com deficiência, que garantam a inclusão, fica notório que o planejamento urbano não assimila os dispositivos legais: calçadas não adaptadas para pessoas cegas, não há equipamentos para crianças e jovens deficientes em praças públicas.
Portanto, o capacitismo gera consequências negativas para os PCDs e para todo o corpo coletivo, pois as relações sociais, em sua maioria, são permeadas por violência simbólica e exclusão. Dessa forma, são necessárias políticas públicas que colocam em prática as leis de proteção, bem como haja a iniciativa para informar e reduzir o preconceito.